quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sobre cigarros

Será que aumentaram os cigarros ou foram as cervejas? Sempre fumo muito mais quando bebo. Confesso que é absurdamente irresistível me furtar a uma tragada quando a mesma me vem muito bem acompanhada.
O cigarro acompanha a cerveja que acompanha a musica e a conversa, que acompanham minhas idéias que logo acompanham meus versos, e acompanham mais tragos que seguem acompanhados de mais cigarros e versos... Deveria ser mais fácil largar o cigarro, deveria ser como jogar palavras num papel, sem ordem, sem nexo, sem medo ou abstinência.
Como cantou Zeca Baleiro: “ A solidão é meu cigarro”. Será? Na duvida, tragarei a minha solidão, tragarei tudo até o filtro, até que se torne bituca, apenas bituca e cinzas... que irão se perdendo no caminho.
Sempre fui dos extremos, sempre fui tudo ou nada, e acreditem dois anos sem fumar, parei assim do dia pra noite, não acredito em processos lentos, cortar pela metade, ou é ou não é. Mas hoje eu só vou diminuir mesmo, não jogarei meu maço fora, vou deixar aqui do lado do computador, mas juro que vou desviar o olhar e meus dedos também, o isqueiro nem esta mais no bolso.
E se por ventura algum cigarro sumir:
_Não fui eu, foi Razuc!

Me juraram que duendes urbanos fumam cigarros!


Luca Souza