_ Me acompanha no chá das cinco?
_ Não obrigada. Chá me cheia a sofisticação, a madames reunidas discutindo coisas fúteis. Eu prefiro café. É mais popular e é servido em qualquer lugar.
Mas hoje eu vou de flores mesmo. Flores e benflogin, sem questionar a política ou é politicagem? Hoje eu não vou questionar... Quero gritar outra coisa qualquer!
Quero flores pra compor o meu jardim
Na minha estante na galadeira e no sofá
Quero flores das mais caras as roubadas
Num guardanapo desenhada e amassada
As vermelhas... Que tanto me excitam
As vermelhas... Lembram um amor perdido
E maldito, cheio de flores e com cheiro de mijo
Quero flores aroma artificial, imitação barata de vida
No espelho quero flores refletidas
Rosas, Ortensias e Margaridas...
Quero flores estampadas em meu vestido
E afogadas em um balde, num canto vazio
Quero flores diversas, pousadas entre minhas pernas
E nas escadarias jogadas de um edificil
Quero flores tatuadas em minhas costas
Mastigadas em seu corpo nu
Quero flores decadentes e tortas
Quero flores almejadas e exóticas
Quero flores viciadas e patéticas
Quero flores com benflogin.
(Luca Souza)
domingo, 24 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Quase um grito silêncioso
Olha a passarinhada aí
Onde?
Passou...
E passou mesmo! Tão rapido que quase ninguém viu. A repercussão na mídia foi fraca, a repercussão no transito foi forte. Conflitos ideológicos claramente estampados, protesto vazio, manifestação comportada. Covardes? Não...Não. Teimo em acreditar que não. As más línguas dizem que a CUT fez um acordo com o PT, e “pegar leve” por assim dizer. Sem maiores conflitos, sem bloqueios na Paulista, sem a grande mídia encima.
Será mesmo que esse acordo existiu? Ou será apenas que a mídia camuflou? Afinal, parece que todos estão mais interessados nas Olimpíadas e nas míseras medalhas de bronze que alguns brasileiros conquistaram lá fora, enquanto aqui dentro os lobos se preparam para mais um novo golpe.
Sinceramente... eu já não sei... o que sei é que aproximadamente 4 mil manifestantes mostraram suas caras hoje, que muitos alunos saíram ás ruas, outros tantos trabalhadores, mesclados a mais tantos sem teto.
Sei também que em toda história política do Brasil só houve mudanças significativas através da mobilização popular, foi assim e sempre será...
As eleições estão aí, vão trocar o Lula por um Tucano e nada vai mudar. Os impostos vão continuar crescendo, as crianças continuaram morrendo, a classe média vai ficar pobre e os pobres ainda mais pobres e quem sabe aí eu, você, e toda a nossa geração de bundões resolva levantar do sofá e sair da frente da TV e ir para rua gritar! Esse assunto da pano pra manga, tenho muitas palavras que ainda quero gritar, mas essas vão pra outro post ou para uma outra manifestação.
(Luca Souza)
As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução ao contrario da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
(Cazuza)
Onde?
Passou...
E passou mesmo! Tão rapido que quase ninguém viu. A repercussão na mídia foi fraca, a repercussão no transito foi forte. Conflitos ideológicos claramente estampados, protesto vazio, manifestação comportada. Covardes? Não...Não. Teimo em acreditar que não. As más línguas dizem que a CUT fez um acordo com o PT, e “pegar leve” por assim dizer. Sem maiores conflitos, sem bloqueios na Paulista, sem a grande mídia encima.
Será mesmo que esse acordo existiu? Ou será apenas que a mídia camuflou? Afinal, parece que todos estão mais interessados nas Olimpíadas e nas míseras medalhas de bronze que alguns brasileiros conquistaram lá fora, enquanto aqui dentro os lobos se preparam para mais um novo golpe.
Sinceramente... eu já não sei... o que sei é que aproximadamente 4 mil manifestantes mostraram suas caras hoje, que muitos alunos saíram ás ruas, outros tantos trabalhadores, mesclados a mais tantos sem teto.
Sei também que em toda história política do Brasil só houve mudanças significativas através da mobilização popular, foi assim e sempre será...
As eleições estão aí, vão trocar o Lula por um Tucano e nada vai mudar. Os impostos vão continuar crescendo, as crianças continuaram morrendo, a classe média vai ficar pobre e os pobres ainda mais pobres e quem sabe aí eu, você, e toda a nossa geração de bundões resolva levantar do sofá e sair da frente da TV e ir para rua gritar! Esse assunto da pano pra manga, tenho muitas palavras que ainda quero gritar, mas essas vão pra outro post ou para uma outra manifestação.
(Luca Souza)
As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução ao contrario da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
(Cazuza)
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
SELO, SELIN, SELÓN
Recebi esse SELO do blog Diálogo a Sós . Gostaria de agradecer a Julia pela gentileza, realmente foi uma surpresa, estou feliz pelo carinho, e repasso para outros três blogs, como manda a "regra", confesso que gostaria de envia-lo a tantos outros, mas se é assim... que assim seja. E o SELO vai para:
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Poemas, cigarros e blues
Rafael Lima
dos crimes, bordados e vaidades.
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Poemas, cigarros e blues
Rafael Lima
dos crimes, bordados e vaidades.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Bossa - O que vale é estar vivo.
E tudo termina em prosa
No bar rock n roll e bossa nova
Eis aqui um vivo, largado no mundo
Procurando aonde ir
A esquina cai no enquadro
Toma a noite num assalto
E o mal esconde a cara
Mas aponta a direção
Incompleto, incostante
Eu me levo a diante
Variável, incontrolável
eu vou na contra-mao
vou correndo entre os carros
No incerto, favorável, indigesto, imutável
Que as vezes ate sorri
Mas quando tudo termina em prosa
Mais um drink e bossa nova
Eis aqui um vivo, nem tão feio nem bonito
E apesar das translações, das drogas e equivocos
Da mente conturbada e do cancer coletivo
Incompleto, incostante
Eu me levo a diante
Variável, incontrolável
eu vou na contra-mao
vou correndo entre os carros
Num incerto, favorável, sou indigesto, sou imutável
Que as vezes ate sorri.
O que vale é estar vivo...
(Luca Souza)
No bar rock n roll e bossa nova
Eis aqui um vivo, largado no mundo
Procurando aonde ir
A esquina cai no enquadro
Toma a noite num assalto
E o mal esconde a cara
Mas aponta a direção
Incompleto, incostante
Eu me levo a diante
Variável, incontrolável
eu vou na contra-mao
vou correndo entre os carros
No incerto, favorável, indigesto, imutável
Que as vezes ate sorri
Mas quando tudo termina em prosa
Mais um drink e bossa nova
Eis aqui um vivo, nem tão feio nem bonito
E apesar das translações, das drogas e equivocos
Da mente conturbada e do cancer coletivo
Incompleto, incostante
Eu me levo a diante
Variável, incontrolável
eu vou na contra-mao
vou correndo entre os carros
Num incerto, favorável, sou indigesto, sou imutável
Que as vezes ate sorri.
O que vale é estar vivo...
(Luca Souza)
sábado, 9 de agosto de 2008
Respirando Tragédia e Arte
Da brutalidade se fez a ternura
Poesia de décadas passadas
Dobrada e guardada junto a camisa desbotada
Ainda tão presente na memória
Chora pátria mãe gentil
Fez-se censurado seus braços, lábios, seu grito
Chegam soldados com seus fuzis automáticos
Te arrastam, te chutam, te algemam
Exército, berros, holofotes e humilhação
Um brinde ao deboche e a toda essa parnafenalha
E aos não medíocres, desvalidos e marginais
Apresentam-lhes as grades
Despidos, torturados, calados...
Enfraquecidos e limitados
Resistem ao abuso do regime mascarado
A política desmedida do sistema
Falseando um carnaval e uma gente risonha
Mas o esgoto relata o cenário vivido
Ideologia banalizada e molestada
O canto dos poetas marginais em suas frustações e ternuras
Os heróis assassinados que pagaram com a vida seus ideais
O riso angustiado desnudado, sem drama
Dos anos de chumbo da ditadura, agora camuflada.
(Luca Souza)
Poesia de décadas passadas
Dobrada e guardada junto a camisa desbotada
Ainda tão presente na memória
Chora pátria mãe gentil
Fez-se censurado seus braços, lábios, seu grito
Chegam soldados com seus fuzis automáticos
Te arrastam, te chutam, te algemam
Exército, berros, holofotes e humilhação
Um brinde ao deboche e a toda essa parnafenalha
E aos não medíocres, desvalidos e marginais
Apresentam-lhes as grades
Despidos, torturados, calados...
Enfraquecidos e limitados
Resistem ao abuso do regime mascarado
A política desmedida do sistema
Falseando um carnaval e uma gente risonha
Mas o esgoto relata o cenário vivido
Ideologia banalizada e molestada
O canto dos poetas marginais em suas frustações e ternuras
Os heróis assassinados que pagaram com a vida seus ideais
O riso angustiado desnudado, sem drama
Dos anos de chumbo da ditadura, agora camuflada.
(Luca Souza)
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Falando em poesia
Ou em qualquer outra coisa.
Hoje depois de três dias sem meter a cara aqui (no blog) me deparo com uma pergunta de um leitor criticamente anônimo, quer dizer um critico. Ele me perguntou assim: Você chama isso de poesia? Bom... em momento algum eu disse que era poesia e em momento algum me afirmei como poeta, até então...
Mas me cabe fazer tal afirmação agora.
Pois me diga você o que é a posia? Versos belos com cores e cheiros?
Para mim a poesia é uma palavra simples, uma linguagem comum e que pode servir apenas para significar. Significar para mim, qualquer coisa que eu queira, e a minha maneira revelar á você um mundo criado por mim e que nem por isso seja meu. Ainda sim, eu lhe apresento e você o encara como quizer ou como puder.
_ Você chama isso de poesia?
_ É!Até encontrar um nome melhor, sim.
_ Você é péssima!
_ Ah depende!
_ Depende do que?
_ Com que olhos você vê...
_ Digamos que com um olhar critico!
_ Esquerdo ou direito?
_ Que?
_Esquerdo ou direito?
_ Ora, com os dois!!
_ É por que se você ler com o olho direito você vai mesmo achar uma porcaria,
mas se você ler com o esquerdo, vai ver que é puro lirísmo.
_ Você tá viajando...
_ Acredite é Poesia.
_ Eu leio com os dois.
_ Você não pode ficar encima do muro assim...
_ Eu não entro mais aqui
_ Por favor, deixe a porta aberta quando sair.
(Luca Souza)
Hoje depois de três dias sem meter a cara aqui (no blog) me deparo com uma pergunta de um leitor criticamente anônimo, quer dizer um critico. Ele me perguntou assim: Você chama isso de poesia? Bom... em momento algum eu disse que era poesia e em momento algum me afirmei como poeta, até então...
Mas me cabe fazer tal afirmação agora.
Pois me diga você o que é a posia? Versos belos com cores e cheiros?
Para mim a poesia é uma palavra simples, uma linguagem comum e que pode servir apenas para significar. Significar para mim, qualquer coisa que eu queira, e a minha maneira revelar á você um mundo criado por mim e que nem por isso seja meu. Ainda sim, eu lhe apresento e você o encara como quizer ou como puder.
_ Você chama isso de poesia?
_ É!Até encontrar um nome melhor, sim.
_ Você é péssima!
_ Ah depende!
_ Depende do que?
_ Com que olhos você vê...
_ Digamos que com um olhar critico!
_ Esquerdo ou direito?
_ Que?
_Esquerdo ou direito?
_ Ora, com os dois!!
_ É por que se você ler com o olho direito você vai mesmo achar uma porcaria,
mas se você ler com o esquerdo, vai ver que é puro lirísmo.
_ Você tá viajando...
_ Acredite é Poesia.
_ Eu leio com os dois.
_ Você não pode ficar encima do muro assim...
_ Eu não entro mais aqui
_ Por favor, deixe a porta aberta quando sair.
(Luca Souza)
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Vem num surto
Um risco sem cor atravessa o céu
Nessas horas frias
Dessas noites feias
Despencando do décimo andar
Tão ilustre e belo
No chão a lamentar mentiras
Numa viajem funda e torta
Minha estupida santidade sóridida
Me devora aos poucos, me devora
Me devora, depois vá embora
Me deixe aqui plastificado e triste
Da janela espedaçada, vendo um mundo trincado
Dor-medo, rubro-fogo
Ta nos cantos e nos becos do meu corpo
Vem num surto, abre a boca e me engole
Vem num surto, abre a boca e me gospe.
(Luca Souza)
Nessas horas frias
Dessas noites feias
Despencando do décimo andar
Tão ilustre e belo
No chão a lamentar mentiras
Numa viajem funda e torta
Minha estupida santidade sóridida
Me devora aos poucos, me devora
Me devora, depois vá embora
Me deixe aqui plastificado e triste
Da janela espedaçada, vendo um mundo trincado
Dor-medo, rubro-fogo
Ta nos cantos e nos becos do meu corpo
Vem num surto, abre a boca e me engole
Vem num surto, abre a boca e me gospe.
(Luca Souza)
domingo, 3 de agosto de 2008
Camuflado
Desnuda,
Sem piedade ou fissura
Tortura,
Em meio a insanidade
Perdura,
Pecados,segredos, loucura
Condena,
Disfarça,se afasta,camufla.
(Luca Souza)
Sem piedade ou fissura
Tortura,
Em meio a insanidade
Perdura,
Pecados,segredos, loucura
Condena,
Disfarça,se afasta,camufla.
(Luca Souza)
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